Terça-feira, 18 de Setembro de 2007
Milho D’Oiro “Pelos caminhos da Fundação” À conquista da História de Portugal
 

 

 

A Milho D’Oiro  prosseguiu no passado sábado, dia 15 de Setembro, a iniciativa “Pelos Caminhos da Fundação”. Foi uma jornada cheia de emoção, que teve início na Casa de Boamense, em Cabeçudos, onde viveu e morreu Alberto Sampaio e terminou numa “maravilha” de Portugal, que não fazendo parte do grupo das sete é, certamente, dos mais ricos “arquivos” da História de Portugal e tem como patrono este historiador vimaranense por nascimento e famalicense por opção e raízes familiares. Eram 8h15 quando Emília Sampaio da Nóvoa, sobrinha-trineta de Alberto Sampaio recebeu a comitiva na Casa de Boamense, fazendo uma breve dissertação sobre esta personalidade, o que deixou os participantes muito satisfeitos pelos conhecimentos que puderam adquirir sobre o homem que sendo um historiador prestigiado, se dedicou à agricultura e de maneira particular à produção vinícola, de que são seguidores os seus descendentes. Os “caminhantes pela História da Fundação” rumaram de seguida a Guimarães, num autocarro da ARRIVA Transportes, que apoiou a iniciativa, onde, pelas 9h30 iniciaram as actividades que se desenvolveram na “Cidade Berço”. Tudo foi organizado ao pormenor, até a entrada no Centro Histórico – Património da Humanidade se fez pela “Porta da Vila”, a mais antiga entrada no burgo fundado pela Condessa Mumadona Dias, muito antes da fundação da nacionalidade. E até o cafezinho animador foi tomado no Café Medieval, no Largo da Oliveira, em frente à Colegiada e ao Padrão do Salado, mesmo junto ao Museu de Arte Primitiva Moderna, onde um grupo de dez artistas famalicenses e do Vale do Ave têm patente até ao dia 26 de Setembro, uma exposição de Artes Plásticas, organizada pela associação Milho D’Oiro e inaugurada após a recepção de que o grupo foi alvo, na arcada daquele edifício, pelo Grupo Récita, que interpretou algumas músicas e canções e por um representante da Câmara Municipal de Guimarães. Foi um momento alto, a que os muitos vimaranenses e turistas que estavam nas esplanadas dos cafés do Largo da Oliveira e da Praça de S. Tiago se associaram, aplaudindo com entusiasmo a associação Milho D’Oiro. Os aplausos soaram mais alto ainda quando o Coro “Vozes D’Oiro”, da associação Milho D’Oiro, entoou “Gavião Várzea Formosa” e o Hino da Cidade de Guimarães. Alguns vimaranenses, surpreendidos, não resistiram a cantar o refrão juntamente com o grupo. Seguiram-se algumas palavras de circunstância em que, por parte de Sérgio Marques, presidente da associação, foi explicado o significado da iniciativa deixando um agradecimento à autarquia vimaranense pelo apoio concedido para a sua realização. Sérgio Marques foi ainda portador de uma lembrança do Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Armindo Costa, para o seu homólogo de Guimarães, e de uma lembrança da associação que entregou ao representante da autarquia dizendo que “simbolizam a nossa alegria e orgulho por Guimarães ter sido eleita Capital Europeia da Cultura em 2012 e por ter no seu Castelo uma das Sete Maravilhas de Portugal”. Por parte de Paulo Folhadela, presidente da Assembleia de Freguesia da Gavião para “agradecer a forma como Guimarães recebeu a associação Milho D’Oiro e apoiou esta iniciativa”. O representante da Câmara Municipal de Guimarães que não escondia a sua surpresa pelos momentos que se estavam a viver naquela praça da “ínclita” cidade, foi muito sintético dizendo que “Guimarães está muito contente pela vossa visita, voltem sempre que serão sempre muito bem recebidos. Obrigado!”. Seguiu-se uma visita guiada por uma técnica de turismo da Câmara Municipal de Guimarães ao Centro Histórico da Cidade, que terminou já passava do meio-dia, com os participantes mais enriquecidos sobre a História de Guimarães e de Portugal. A visita à “Colina Sagrada” – Castelo, Igreja de S. Miguel e Paço dos Duques – iniciou-se pelas 14h30. Agora era mesma da Fundação de Portugal que se iria falar e falou-se, aprendeu-se, entrou-se na Igreja de S. Miguel do Castelo, onde se acredita que foi baptizado D. Afonso Henriques; falou-se da Batalha de S. Mamede e do “Dia Um de Portugal” (24 de Junho de 1143) e os passos dos amantes da História seguiram depois pelos corredores e salões cheios de riqueza histórica do Paço dos Duques de Bragança. Já passava das 17h00 quando o grupo chegou ao Museu Alberto Sampaio. Esta viajem pela História de Portugal não podia terminar melhor. Os visitantes foram convidados a “mergulhar” no mais profundo da História, visualizando ao mesmo tempo cada um dos momentos que foram vividos pelos seus protagonistas. E, como a História de Portugal também se pode ensinar às crianças (e aos adultos) numa peça de teatro, a técnica que superiormente guiou a visita, convidou as crianças do grupo a voltarem ao Museu Alberto Sampaio para terem a oportunidade de recordar o que viram, contado numa peça de teatro de marionetas. A visita terminou, mas a vontade de continuar a aprofundar conhecimentos da História de Portugal aumentou. A saída do Centro Histórico de Guimarães deu-se pela Porta de Nossa Senhora da Guia, “para que nos guie, na próxima etapa de “Pelos Caminhos da Fundação” até Zamora” disse um dos membros da Direcção da Milho D’Oiro, como que a deixar antever o programa da próxima actividade. Recorde-se que foi na Catedral desta cidade Castelhana, que D. Afonso Henriques foi armado Cavaleiro, do Dia Santo de Pentecostes de 1125.

 

 


Música: Actividades
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Publicado por milhodoiro às 11:32
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